AFRO-SIMPATIZANTES SEGUIDORES:

terça-feira, 20 de julho de 2010

Estatuto da Igualdade Racial.

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (20), sem vetos, o projeto de lei que cria o Estatuto da Igualdade Racial, que tem por objetivo promover políticas públicas de igualdade de oportunidades e combate à discriminação.
Durante a cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab), a 14ª instituição federal criada na gestão de Lula.
O Estatuto da Igualdade Racial havia sido aprovado no Senado no dia 16 de junho, quando, através de votação, os senadores retiraram do texto os pontos que previam a criação de cotas para negros em diferentes atividades, como universidades, empresas e candidaturas políticas. No caso das empresas, a cota se daria por meio de incentivos fiscais.
O documento define o que é discriminação racial, desigualdade racial e população negra, assunto já muito falado por nós aqui no blog. Mas, a título de reforço, vale a pena perceber que, pelo Estatuto, ficam assim definidos: discriminação racial "é a distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em etnia, descendência ou origem nacional", desigualdade racial é definida como "todas as situações injustificadas de diferenciação de acesso e oportunidades em virtude de etnia, descendência ou origem nacional, já o termo população negra é o "conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas".
Na área da educação, o Estatuto torna obrigatório o ensino de história geral da África e da população negra do Brasil nas escolas de ensino fundamental e médio, públicas e privadas. Ele prevê ainda o incentivo de atividades produtivas rurais para a população negra, proíbe empresas de exigir aspectos próprios de etnia para vagas de emprego e reconhece a capoeira como esporte, permitindo que o governo destine recursos para a prática.
Já na questão religiosa, o Estatuto reitera o livre exercício dos cultos religiosos de origem africana e libera assistência religiosa aos seguidores em hospitais. No mundo virtual, além de multa para quem praticar crime de racismo na internet, o documento prevê a interdição da página de internet que exibir irregularidades.
O Estatuto também garante às comunidades quilombolas direitos de preservar costumes sob a proteção do Estado e prevê linhas especiais de financiamento público para essas comunidades. O poder público terá de criar ouvidorias permanentes em defesa da igualdade racial para acompanhar a implementação das medidas. O documento também estabelece que o Estado adote medidas para coibir a violência policial contra a população negra." (Texto extraído e adaptado de G1.com.br, reportagem de Robson Bonin)

Quer entender melhor o Estatuto da Igualdade Racial e seu processo de criação? Clique aqui. Você terá acesso, ainda, a um infográfico completo sobre o documento.
Para ler a íntegra do Estatuto, clique aqui.
 
Boa leitura e reflexão.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Lixão de Gana.

A carcaça de um monitor conta bem o final da história: os computadores usados em países desenvolvidos, depois de virar sucata, foram parar na África.
Na imagem, os meninos desmancham monitores CRT em busca de metais, em Gana - mais precisamente em um lixão de Agbogbloshie, subúrbio da capital, Acra. O cuidado ao realizar a fotografia permite apreender, aos poucos, muito mais sobre a cena.
Partindo da estética construída pelo fotógrafo, podemos fazer uma leitura da imagem: o que primeiro nos chama a atenção são os meninos, mas logo percebemos que eles estão cuidadosamente enquadrados por um monitor sujo e quebrado. O que procuram? A própria foto nos dá indícios: ao lado do monitor há algumas peças jogadas.
Instintivamente, corremos os olhos pelo chão e notamos que se trata de um lixão. Nesse ponto, porém, não distinguimos restos de comida, mas, sim, de equipamentos eletrônicos. Procuramos por outras pessoas e percebemos, com a linha do horizonte longe, a amplitude do local.
Essa foto traz uma realidade distante do leitor ao qual se dirige: o destino do lixo eletrônico que ele produziu e que atravessou o oceano antes de ser descartado e poluir o meio ambiente.
Segundo a Agêndia de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, mais de 100 mil toneladas de lixo norte-americano foram enviadas para fora do país em 2005. Talvez esse monitor seja parte disso.
A foto documental acima faz parte de uma série de imagens produzidas por uma agência britânica, e que você encontra em www.andrewmcconnell.com/gana.html.
Boa reflexão!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

"13 de maio... dia de quê?!"

Pois é, alguns até tem uma vaga lembrança mas, para a maioria esmagadora das pessoas a quem dirigi a pergunta ontem, tratava-se de um dia como outro qualquer.
Custo a acreditar!
O 13 de maio, aniversário da abolição da escravatura no Brasil, "Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo", como decretado recentemente, nada representa para a maioria dos brasileiros?
É o que parece. Nem de longe as ruas do Rio de Janeiro nessa quinta-feira de céu azul, lembravam o dia festivo em que se reconheceu oficialmente o direito à liberdade dos negros escravos no Brasil!
Vejam vocês!
À procura por reportagens, notícias, enfim, qualquer referência à data na imprensa escrita e telejornais... nada! Apenas um artigo, quase esquecido na seção Opinião do Leitor, do Jornal O Globo, curiosamente escrito por um professor de História, como eu indignado com o esquecimento da nação!
Resolvi, então, compartilhá-lo com vocês. Espero que gostem.
Boa leitura e reflexão!

"Hoje, 13 de maio de 2010, li mais um artigo sobre a questão das cotas e das políticas raciais do atual governo, escrito pelo acadêmico Demétrio Magnoli. Devo dizer logo de saída que concordo com a afirmação de que a política do confronto não é a melhor solução para o problema do preconceito racial no Brasil. Contudo, negar a profundidade desta questão (e não estou afirmando que Magnoli faz isso), também, em nada contribui para a superação deste problema.
Resolvi escrever este texto para relatar uma situação que ocorreu comigo ano passado, e que pode jogar um pouco de luz sobre o assunto. Sou professor de História, atuante no ensino superior, na formação de professores da área, e, desde 2008, professor da rede municipal da cidade do Rio de Janeiro. Devo dizer, também, que sempre fui contra a política das cotas raciais, colocando-me como favorável às cotas sociais, por achar que estas seriam mais justas e corrigiriam uma deformidade do sistema de acesso às universidades públicas no Brasil.
Ao final do terceiro bimestre do ano passado, apliquei aos meus alunos(as) do nono ano uma avaliação que continha a seguinte questão: "Observe a letra da poesia satírica publicada em 'O Monitor Campista' em 1888: 'Fui ver pretos na cidade / que quisessem se alugar. / Falei com essa humildade: / - Negros querem trabalhar? / Olharam-me de soslaio, / E um deles, feio cambaio, / Respondeu-me arfando o peito: / - Negro, não há mais não: / Nós tudo hoje é cidadão / O Branco que vá pro eito.[...]' Escreva uma redação falando sobre as consequências da escravidão que ainda podemos sentir na sociedade brasileira".
Baseado no que havia trabalhado com eles em sala, esperava que surgissem respostas estabelecendo a ligação entre a situação dos ex-escravos e a pobreza no Brasil contemporâneo. É lógico que esperava que aparecessem também redações falando sobre o preconceito racial no Brasil. Para a minha surpresa, a totalidade das respostas tratou do preconceito racial no Brasil, das experiências de discriminação sofridas por eles , ou por pessoas ligadas a eles. Se ressentiam não apenas do preconceito vindo "de cima", dos mais abastados, que se expressa combinado com o preconceito contra a pobreza, mas daquele que aparece nas relações cotidianas, nas "brincadeiras" de colegas, de vizinhos, das ofensas racistas proferidas em momentos de tensão.
A escola onde leciono fica no bairro de Bangu, e tem como clientela a população de várias comunidades pobres que o circundam. A maioria dos alunos(as) é composta de negros e mulatos. É interessante notar que mesmo os alunos(as) brancos seguiram a mesma direção em suas redações, o que pode servir para a reflexão sobre o caráter social da cor.
Tocado por esta resposta dos alunos(as), resolvi modificar todo o planejamento para o quarto bimestre, para estudar com eles a luta contro o preconceito racial, abordando o fenômeno nos Estados Unidos e no Brasil. Logo surgiu uma dificuldade, o livro didático adotado pela escola (o "Projeto Araribá"), que considero de razoável qualidade, não trazia nada sobre o assunto. Os autores do livro devem ter considerado o tema irrelevante para se compreender a sociedade contemporânea. Como historiador, isso não servia como desculpa para mim, e pesquisei os temas em outras fontes e fizemos o trabalho.
A receptividade foi muito boa. Utilizei como avaliação a elaboração de cartazes que tinham como o tema "O dia nacional da consciência negra", a partir dos quais fizemos uma exposição nos murais do colégio. O resultado foi muito positivo, não só pela qualidade do material, como pelo envolvimento dos alunos(as), que demonstraram um interesse no conteúdo das aulas, que até então não havia acontecido.
Refletindo sobre todo este processo, constatei uma grande diferença na percepção que eu tinha sobre o racismo na sociedade brasileira e a que os meus alunos(as) possuíam. Eu, como a maioria dos brancos de classe média, mesmo os mais progressistas e conscientes, percebemos o racismo como algo eventual. No Brasil, para nós, apesar do forte preconceito racial, não haveria a disseminação das praticas racistas. Estas seriam apenas eventuais. Os meus alunos(as) me mostraram, que não é bem assim, para eles estas práticas são cotidianas. Eles as enfrentam todos os dias. A minha convicção contra a política de cotas raciais ficou definitivamente abalada. Não sei se as cotas vão resolver o problema, acredito que não, mas com certeza terão o efeito de demonstrar a estes jovens que a sociedade brasileira é para eles também. Que as suas dificuldades e necessidades estão sendo atacadas, e que a sociedade reconhece que falhou com eles, e que precisa reparar este erro. Voltando ao artigo de Magnoli, não é necessário "ensinar o ódio", os meus alunos já aprenderam sobre ele em seu cotidiano.
Para terminar, é lamentável que em toda a edição do jornal (segunda metropolitana) não haja nenhuma referência à abolição da escravatura (com a exceção ao próprio artigo citado). Não estou acusando o jornal de preconceito, ele apenas reflete a marginalização que a data sofre hoje em dia. Os militantes da causa negra preferem o dia 20 de novembro, e os contrários às cotas devem achar melhor não colocar lenha na fogueira.
Eu, no entanto, acredito que um caminho possível para a superação do impasse, em relação à data, seja uma nova interpretação, já apontada pelos historiadores acadêmicos. A abolição não foi o dia em que "a Isabel a heroína, assinou a lei divina" (como dizia um samba antigo), mas sim o dia em que a sociedade escravista capitulou frente a resistência dos negros escravos, que se recusavam a continuar trabalhando para seus senhores, e frente a resistência dos brancos progressistas que exigiam igualmente o seu fim. O Treze de Maio não foi um ato de benevolência, foi uma conquista, e como tal deve ser sempre lembrado.
Prof. Ricardo Santa Rita Oliveira"

(artigo retirado de O Globo, 13/05/2010, http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2010/05/13/treze-de-maio-o-preconceito-racial-916572875.asp)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Só em filme mesmo?

A partir de hoje o Brasil terá seu primeiro presidente negro.
Calma! Você não enlouqueceu, as eleições acontecem apenas em outubro e até agora não há nenhum candidato com essa característica.
É que no filme Segurança nacional, uma das estreias do dia, Milton Gonçalves interpreta o Presidente Dantas. Só que para o ator, o que está prestes a acontecer nas telas ainda não passa de um sonho distante na vida real.
Milton Gonçalves em cena do filme "Segurança Nacional".

— Acho que não vou viver para ver um presidente negro no Brasil. Não tenho esta esperança. Vivemos num país de alienados. Além do mais, nós negros não estamos unidos neste sentido. Basta ver nas assembleias, prefeituras e câmaras municipais, somos sempre minoria — diz Milton Gonçalves, que em 1994 foi candidato ao governo do Rio, mas teve apenas 4,5% dos votos.
Para o ator, o exemplo de seu personagem nas telas pode ajudar a fazer as pessoas se acostumarem com a ideia.
— Porque não podemos ter um presidente negro? Somos 47% da população brasileira. Quem sabe este filme não causa uma revolução na cabeça das pessoas! — diz Milton, que completa: — Vale lembrar que quando filmamos o “Segurança nacional” ainda não tinha esta história de Barack Obama. Eu fiz o Dantas antes da onda que veio dos EUA.
Atores de Segurança Nacional. Veja a sinopse aqui.
Mas, como sonhar é livre, já que, ao menos no cinema, Milton faz um presidente, o ator tem na ponta da língua quais seriam suas providências caso mudasse para o Palácio da Alvorada.
— A primeira coisa seria enviar para o congresso um ato exterminando a imoralidade do país. Depois iria restaurar o ensino no Brasil. Por último ia mudar o código penal e acabar com essa história de fingir que prende, que julga. A Justiça e a polícia teriam que trabalhar e funcionar de verdade — diz o idealista Milton Gonçalves, que tem consciência de que dificilmente verá suas ideias virarem realidade: — Eu sei, mas não custa sonhar.

Reportagem de Rodrigo Gomes, em Extra (on line)
http://extra.globo.com/lazer/sessaoextra/post.asp?t=milton-goncalves-presidente-negro-no-brasil-so-em-filme&cod_Post=289711&a=177

terça-feira, 4 de maio de 2010

Exposição sobre África do Sul

Desde a última sexta-feira, 30 de abril, até o dia 23 de maio acontece a exposição Mundo LANCE! – Uma Experiência na África do Sul, no Forte de Copacabana. Contando com um espaço de 2.500 metros quadrados, a exposição faz você embarcar pelo país sede da Copa 2010, por meio de muita tecnologia, interatividade, história e futebol.

A exposição funcionará de terça a domingo, das 9h às 20h, e está inserida no novo conceito de museologia e exposições multimídia que são tendência mundial. Para deleite dos amantes da bola, Mundo LANCE! será um reduto de interatividade, diversão, tecnologia e conhecimento à disposição de milhares de visitantes numa preparação real para a Copa.
Ao entrar no memorial, a exposição “África do Sol” contagia os visitantes por meio de música, que o próprio público controla o som ambiente. O “Expo Copas” traz fotos memoráveis, desde o mundial de 1930, ao som de vinhetas que marcaram épocas. O “Espaço LANCE!”, um ambiente decorado com 13 capas gigantes dos principais fatos que ocorreram no esporte brasileiro, desde 1997, quando foi criado o jornal.
O “Auditório Armando Nogueira”, envolve as pessoas com palestras, entrevistas e filmes, em uma grande tela. O “Espaço Games” é o predileto das crianças, pois jogam videogame, pebolin, futebol de botão, e ainda realizam chutes a gol. Para os adultos há um quiz com milhares de perguntas sobre as Copas do Mundo, para poderem testar seus conhecimentos.

Ingressos a R$ 5,00 (inteira) e R$2,50 (meia) na bilheteria do local: Forte de Copacabana, Praça Coronel Eugênio Franco, 1, Ipanema. 

A entrada é gratuita para alunos da rede pública estadual uniformizados, menores de 6 anos e maiores de 65.

terça-feira, 27 de abril de 2010

2010 - Ano Joaquim Nabuco.

Que 2010 é o ano da Copa, isso todo mundo já sabe!
Mas que 2010 é também o ano em que se comemora o Centenário da morte do abolicionista Joaquim Nabuco, quem diria? É...
Mais ainda! Em 15 de junho do ano passado, foi promulgada uma Lei Federal (de nº 11946) que instituiu o ano de 2010 como Ano Nacional Joaquim Nabuco!
Que tal então ficarmos por dentro de quem foi essa figura tão ilustre?

Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo nasceu em 19 de agosto de 1849, no Recife, filho de importante família política do Império e latifundiários pernambucanos. Passou os primeiros oito anos de sua vida em Pernambuco, dali seguindo para o Rio de Janeiro e depois para São Paulo, onde cursou a Faculdade de Direito. Foi contemporâneo de Rui Barbosa, Castro Alves, Rodrigues Alves e Afonso Pena. Ainda como estudante de Direito defendeu um escravo chamado Thomaz, acusado de assassinar o seu senhor, e escreveu o livro A escravidão, inciativas que parecem sinalizar a escolha que faria anos depois: a de dedicar boa parte de sua vida à causa abolicionista.

 No vídeo abaixo, você tem outras informações sobre este importante pensador, escritor, diplomata, político e abolicionista brasileiro.

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Conheça também o site da Fundação Joaquim Nabuco no endereço: http://www.fundaj.gov.br/.

domingo, 25 de abril de 2010

Os cinco mais da África!

Responda rápido: quais são os 5 países mais desenvolvidos da África?

Difícil? Realmente! Com tantas histórias de miséria, conflitos, tragédias... quase impossível pensar que no continente africano algo vá bem, não é verdade? Mas, saiba que dos 53 países que compõem o continente, pelo menos 5 se destacam como os mais desenvolvidos.
Atenção para cada um deles!

Seicheles
O maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África é de um arquipélago que fica no Oceano Índico, a nordeste de Madagascar: a República de Seicheles. O país está em 50º lugar no ranking da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2008, com um IDH de 0,843. O Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU traz indicadores para 175 países que fazem parte do organismo internacional, mais Palestina e Hong Kong. O Brasil é apenas o 70º, com um índice de 0,800. O primeiro lugar, Islândia, tem 0,968 e o último, o país africano de Serra Leoa, apenas 0,336.
O arquipélago de Seicheles já foi disputado por Inglaterra e França e tornou-se colônia britânica em 1814. A independência aconteceu em 1976. A língua oficial continua sendo o inglês, apesar de a maior parte da população falar o creole. Um fator que explica o desenvolvimento do país é seu tamanho reduzido – segundo dados do relatório The World Factbook, produzido pela agência americana CIA, a população estimada em 2009 é de apenas 87 mil pessoas. A expectativa de vida ao nascer é de 73,02 anos (no Brasil, ela é 72 anos), e 91,8% dos maiores de 15 anos sabem ler e escrever (contra 88,6 no nosso país). Seicheles tem desenvolvimento considerado elevado segundo a classificação da ONU. O PIB é pequeno, 1,473 bilhões de dólares em 2008, mas o PIB per capita é de 17 mil dólares, o 71º melhor do mundo. Como comparação, a nação brasileira tem um PIB de 1.99 trilhões de dólares, mas o PIB per capita é de 10.000 dólares. A maior parte dos ganhos do país vêm do setor de turismo, que emprega 30% da força de trabalho. A pesca de atum também é muito forte em Seicheles.


Maurícia
Também entre os países de desenvolvimento elevado está a República de Maurícia ou Ilhas Maurício, com IDH de 0,804 e 65º no ranking da ONU. O país foi explorado pelos portugueses no século XVI e depois passou pelo controle de holandeses, franceses e ingleses. O nome da ilha é uma homenagem ao príncipe holandês Maurício de Orange-Nassau. A independência aconteceu apenas em 1968 e hoje o inglês continua sendo a língua oficial, mas é falado por apenas 1% da população. O idioma corrente é o creole. Segundo dados da CIA, a população de Maurícia é de 1,2 milhões de pessoas, com expectativa de vida ao nascer de 74 anos. Entre os maiores de 15 anos, 88,4% sabem ler e escrever. A base da economia são a indústria têxtil e a da cana de açúcar. Em 2008, o PIB foi de 15,36 bilhões de dólares, 12.100 dólares per capita.

Tunísia
No 91º lugar do ranking da ONU está a República da Tunísia, com um IDH de 0,766. Até 1956, o país era um protetorado francês. Desde então, está na mão de ditadores – o primeiro presidente, Habib Bourguiba, ficou no poder por 31 anos e foi deposto em um golpe militar por Zine el Abidine Ben Ali, que controla o país até hoje. Segundo dados da CIA, a população atual da Tunísia está em cerca de 10 milhões de pessoas, que usam o árabe como idioma oficial. A expectativa de vida ao nasceré de 75,78 anos e 74,3% da população maior de 15 anos é letrada. A economia da Tunísia é bem diversificada, com destaque para o setor agrícola, de mineração, turismo e indústria. Em 2008, o PIB da Tunísia foi de 81 bilhões de dólares, o 73º maior do mundo, mas o PIB per capita ficou em 7.900 dólares. Pela classificação da ONU, está entre os países de desenvolvimento médio.

Cabo Verde
A ex-colônia portuguesa é o quarto país africano com o maior IDH no continente, 0,736, no 102º lugar na comparação mundial, dentro da categoria de desenvolvimento médio. A República de Cabo Verde só se tornou independente em 1975 e, segundo a CIA, até hoje é um dos governos mais democráticos da África. Porém, as sucessivas crises econômicas e as altas taxas de desemprego na segunda metade do século XX fizeram com que grande parte da população emigrasse para a Europa, os Estados Unidos e outros países da África. Segundo dados oficiais do governo de Cabo Verde, hoje a população de cabo-verdianos de 1ª geração residentes fora do país é de cerca de 500 mil pessoas, maior do que a população nacional, que é de 430 mil. No país, fala-se português e crioulo (uma língua que mistura português e dialetos africanos) e, pelos dados da CIA, 76,6% da população maior de 15 anos é alfabetizada. A expectativa de vida ao nascer é de 71,61 anos. O PIB do país em 2008 foi de 1,635 bilhões de dólares e o PIB per capita ficou em 3.800 dólares. Cerca de 75% do PIB vem do setor de serviços, incluindo comércio, transportes, turismo e serviços públicos.

Argélia
No ranking da ONU, a República da Argélia é o país com o 104º maior IDH do mundo: 0,733. Apesar de ser a quinta nação com o melhor índice no continente africano, ela tem uma história conturbada. Em 1962, o país se tornou independente da França depois de uma década de luta. Desde então, o partido Frente de Libertação Nacional (FLN) domina a política do país. Porém, a oposição do partido extremista Frente Islâmica de Salvação (FIS) causou conflitos intensos entre 1992 e 1998, e, como conseqüência, houve mais de 100 mil mortes. Apesar do FIS ter sido dissolvido, até hoje grupos islâmicos continuam provocando ataques, sequestros e até explosões de bomba. Atualmente, a economia do país é baseada em petróleo e a Argélia tem um PIB de 235 bilhões de dólares, o 49º maior do mundo. Só que o PIB per capita é de 7 mil dólares. A população é de 34 milhões de pessoas, com expectativa de vida ao nascer de 74,02 anos. A taxa de alfabetização entre os maiores de 15 anos está em 69,9%.

Gostou? Que tal continuar pesquisando sobre o assunto? Acessando os sites http://www.pnud.org.br/ e http://revistaescola.abril.com.br/ você vai longe!

Bons estudos!

Expedição África, nova série da GloboNews.

2010... Ano de Copa do Mundo na África do Sul, de comemoração dos 20 anos da libertação de Nelson Mandela, do centenário da Revolta da Chibata e da morte do abolicionista Joaquim Nabuco... Poderia apostar que esses assuntos estarão presentes nas questões do ENEM e do Vestibular!
Para ajudar um pouquinho, tentarei abordar esses assuntos em mais detalhes nas próximas postagens.
Por enquanto, ficam aqui os links para alguns programas exibidos na GloboNews sobre a África do Sul. Na verdade, trata-se de uma série de 6 episódios que podem ser vistos aos domingos no canal, sempre às 23h.
Fique atento!

Programa 1 - Como a África do Sul se formou como nação:


Programa 2 - Nelson Mandela:


Programa 3 - Miséria e AIDS maltratam os sulafricanos:


Programa 4 - O que tem mudado na África do Sul?


Programa 5 - Conheça Johanesburgo


Programa 6 - Como a África do Sul se preparou para a Copa


Aproveitem!

domingo, 11 de abril de 2010

Ciclo de Palestras - África e Africanidades.

A Revista África e Africanidades, que no ano passado promoveu o Concurso Blog Nota 10, do qual fomos vitoriosos na categoria Professor, convida a participar de seu I Ciclo de Palestras, com os seguintes temas:


Durante as Palestras, acontecerá a entrega do Certificado de Premiação do nosso Blog. Estaremos lá, eu e Cristina, representando toda a comunidade vitoriosa do Colégio Estadual Barão de Itacurussá.
Bacana demais, hein!
Se quiser saber mais sobre os eventos, clique aqui.

terça-feira, 16 de março de 2010

Escravidão em debate. Daqui a pouco, às 16h!

A Biblioteca Nacional costuma promover debates sobre temas importantes. O próximo, previsto para daqui a pouquinho, vai abordar a Escravidão, dando voz ao que não foi falado nos livros didáticos.
Este será o primeiro evento de 2010 e contará com a presença de dois especialistas no assunto: Marcelo Badaró Mattos e Keila Grinberg. O debate é gratuito, hoje, às 16 horas, no Auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional.
Não vai dar tempo? Calminha! Também haverá transmissão ao vivo pela internet, em vídeo.

O debate "Escravidão Nunca Mais - Casos surpreendentes ontem e hoje" ampliará as discussões levantadas na edição de março (ainda nas bancas) da Revista de História, que conta com artigo da professora de História da UNIRIO Keyla Grinberg, autora do livro "Liberata: a lei da ambiguidade". Já Marcelo Badaró é professor da UFF e publicou "Escravizados e livres: experiências comuns na formação da classe trabalhadora carioca".
Badaró Mattos irá tratar da relação entre escravidão, abolição e formação da classe trabalhadora no Rio de Janeiro, entre as últimas décadas do século XIX e as primeiras do século XX. Já Keila vai trazer para o debate casos de escravos que conseguiram a liberdade no Brasil no século XIX e as consequências para o processo mais amplo de abolição da escravidão no Brasil.
Os dois são feras! Vale a pena conferir!!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Oscar para Mo'nique, de Preciosa.

Quem não sabia?
Mo'nique confirmou o favoritismo ao vencer o Oscar 2010, como melhor atriz coadjuvante, na noite de domingo (7), em Los Angeles. Ela foi premiada por sua marcante interpretação no drama independente "Preciosa", no papel de mãe cruel e violenta da adolescente que dá nome ao longa.
Para aqueles que não levaram fé, fica a dica para conferir assim que estiver disponível nas locadoras!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Indicações premiadas.

O filme "Preciosa", indicado ao Oscar, foi o grande campeão do NAACP Image Awards, premiação que reconhece o trabalho de artistas afro-americanos, nesta sexta, 26, em Los Angeles.
A produção levou seis prêmios, entre eles de melhor filme, melhor atriz para Mo'nique e melhor atriz estreante, pela atuação de Gabourey Sidibe, a jovem que fez a adolescente obesa e abusada da trama. Ao pegar a estatuata, Sidibe dedicou o prêmio a "todas as meninas Precious".

Morgan Freeman ganhou o prêmio de melhor ator por sua interpretação do ex-presidente sulafricano Nelson Mandela, em "Invictus".

Realmente, como disse em outra postagem, são dois filmaços, com grandes histórias e excelentes atuações! Vale muito a pena conferir!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

NOSSO BLOG É VENCEDOR!

Quero dividir com vocês a alegria da vitória do nosso blog no concurso BLOG NOTA 10, categoria professor, da Revista África e Africanidades! Como eu sempre disse, esse Projeto, que é nosso, tem luz própria!!!
Vejam o destaque com o resultado publicado pela Revista:

"Em virtude do recesso de carnaval publicamos hoje 17 de fevereiro, o resultado do concurso Blog Nota 10 da Revista África e Africanidades / Edição 2009.
O concurso teve por objetivo selecionar os melhores Blogs nas categorias Blog Nota 10 – África e Africanidades, destinada a blogueiros e Blog do Professor Nota 10 África e Africanidades tendo como critérios conteúdo, criatividade, apresentação, quantidade de postagens e de comentários. Para a categoria Blog do Professor Nota 10 - África e Africanidades ainda foram avaliados as participações de alunos e outros membros da comunidade escolar no projeto que deu origem ao blog.
Entre os diversos inscritos na categoria Blog do professor Nota 10 apenas o Blog do Projeto África, projeto da professora Ana Paula Mogetti Ferraz, do Colégio Estadual Barão de Itacurussá, no Rio de Janeiro contemplou todos os pré-requisitos. Muitos professores inscreveram seus blogs individuais que não estavam inseridos num projeto pedagógico.
O projeto Blog do Projeto África ainda destacou-se pela multidisciplinaridade, integração com a comunidade, o que possibilitou momentos de diálogos entre o universo escolar, grupos culturais, intelectuais e representantes do Movimento Negro."

Pra quem quiser saber mais, o endereço da revista é http://www.africaeafricanidades.com/.
Além desta linda notícia, ainda é possível encontrar por lá diversos textos interessantíssimos e cheios de conteúdo.
Um grande abraço a todos!
E obrigada pela torcida, que eu sei que foi grande!!!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Para além do Carnaval...

Olha o Carnaval aí, gente!!! Chora cavaco!!!
Pois é. O Carnaval faz parte. Mas, para aqueles que não são lá muito fãs de desfiles, escolas de samba, etc, aí vão duas dicas bem bacanas: INVICTUS e PRECIOSA, filmes de conteúdo, em cartaz nos cinemas da cidade.

(foto divulgação: Warner Bros.)
O primeiro é um longa de Clint Eastwood, que retrata o esforço de Nelson Mandela, primeiro presidente eleito após o fim do Apartheid, em sua campanha para que a África do Sul sediasse a Copa do Mundo de Rugby, em 1995. Contando com Morgan Freeman no papel de Nelson Mandela, e Matt Damon como capitão do time sul africano, o filme faz referência, em seu título, ao poema britânico "invictuous", escrito em 1875 por William Henley. O motivo? Seus versos apresentam palavras fortes o bastante para servirem de companhia e alento a Mandela durante os anos em que esteve preso, apesar de inocente, fazendo-o manter a esperança e a sanidade.
Aos que se interessaram pelo filme, eis o link para o trailler no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=WV5PhkhUFZI, já para conhecer o poema, este é o endereço: http://www.casadacultura.org/Literatura/Poesia/g12_traducoes_do_ingles/invictus_henley_masini.html.

(foto divulgação: Reuters)
O segundo filme conta a história de PRECIOSA, uma adolescente (vivida pela atriz estreante Gabourey Sidibe) de 16 que passa por uma série de privações durante sua juventude; violentada pelo pai e abusada pela mãe, ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também não ajuda nem um pouco. Além disso, a menina tem um filho apelidado "Mongo" em função de ter Síndrome de Down.
Daí você me pergunta: Nossa, Ana Paula, mas passar o Carnaval assistindo tamanha desgraça é a sua sugestão? Bem, é que o filme não é só isso. É muito mais! Trata-se de uma narrativa surpreeendente sobre algumas das possíveis formas de superação do ser humano. Não por acaso, o longa recebeu 6 indicações ao Oscar 2010!
Nas palavras de Marco Tomazzoni, do IG São Paulo:
"Preciosa" representa, de certa forma, qualquer um,
seja branco, amarelo, gordo ou magro, que já tenha sido discriminado ou subestimado.
O apelo, portanto, é universal. O drama pode ser exagerado nalguns momentos,
mas é impossível ficar imune aos sonhos, sofrimento e redenção que passam pela tela.
Uma produção independente que emociona de verdade.
Para isso, não é preciso apelar para óculos 3D. 
O filme conta ainda com as participações da cantora Mariah Carey e da atriz Mo'nique, já nossa conhecida pela comédia "Garotas Preciosas", desta vez como forte candidata ao prêmio de melhor atriz coadjuvante.
Eu não perco! E você?

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Jackson do Pandeiro, sabe quem é?

Foi, na verdade. Mas continua sendo, como acontece com todo cidadão brasileiro dotado de imenso talento.
Ainda bem! Porque este afrobrasileiro, nascido José Gomes Filho e mundialmente conhecido por Jackson do Pandeiro, viveu seus 62 anos nos embalos da música popular, entre composições e instrumentos, sendo  considerado por muitos críticos e estudiosos o verdadeiro 'rei do ritmo'. O baião, o xaxado, o coco e o frevo devem muito a esse nordestino paraibano, de Alagoa Grande. Assim como o samba e as marchinhas de Carnaval que nos invadem os ouvidos, a esta época do ano.
Incrível como, passados 28 anos de sua morte, sua capacidade e destreza em dividir o canto e passar de um estilo para o outro, ainda impressionam. Sua influência é declarada, ainda hoje, por vários intérpretes da MPB, como Lenine, Chico César, Bastianas, entre outros bambas da nova geração de talentos sonoros.
Quer saber mais?
Então assista, nesta segunda-feira, 15/02, às 22h30 na TVBrasil, ao especial em homenagem ao mestre dos rítmos.
Vale a pena conferir!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Berimbrown parabeniza e agradece!

"Olá Ana,
Tudo bem?
Aqui é Adriano George, Trompetista da Banda Berimbrown.
Quero parabenizar a Todos do Projeto África na Barão.
Belíssima iniciativa!
E, obrigado por escolherem nossa canção, como Trilha Sonora dessa bela apresentação do Projeto.
Por favor, entre em contato conosco. Para que possamos tentar viabilizar uma visita ao Projeto.
Mais uma vez,
Parabéns!
O Groove não Para!
Berimbrown na Área!"

Por essa eu não esperava!!!
Nossa! Que bacana!
Berimbrown, aquele grupo que canta a música "20 do 11 Black Brother" que publiquei aqui, lembram? A mesma que usei na edição das imagens do projeto no ano passado... conhecendo o nosso projeto?!
É tudo, não?!
Que felicidade ao receber esse contacto!
Precisava dividir isso com vocês!!!
Parabéns pra nós, então!!!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

E por falar em cabelo...

Já ouviu falar?

Este lindo projeto, desenvolvido pela ONG ESTIMATIVA, existe desde 2006 e destina-se a promover encontros de tranceiras com o objetivo de valorizar a tradição, a história e a beleza das tranças, como o que aconteceu no final do ano passado, no SESC Madureira, e documentado pela TV Brasil.



(foto/divulgação: Estimativa)

Mas o trabalho do grupo não para por aí, não!
Eles também trabalham no sentido de viabilizar a regularização da profissão de tranceiras, o tombamento das tranças como patrimônio cultural imaterial,
além de realiza diversos trabalhos pedagógicos nas escolas públicas e particulares.

Quer saber mais?
Então, acesse http://www.estimativa.ning.com/ e fique por dentro deste e de outros muitos projetos com foco na cultura afro-brasileira.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Cabelo: identidade e diversidade.

"É muito fácil encontrar quem não esteja satisfeito com seu cabelo. Assim como as roupas e o modo de ser, o cabelo também faz parte da identidade de cada um, refletindo a sua cultura, a sua história de vida.
Duro, bombril, ruim, pixaim. Esses são alguns dos adjetivos usados para se referir ao cabelo crespo dos negros na linguagem popular. Seja no caso de homens ou mulheres, negros ou brancos, o cabelo crespo é geralmente rejeitado.
Ao longo dos anos, a atitude de quem tem cabelos crespos foi a mudança para o cabelo alisado, um visual que se aproxima do padrão delimitado pela sociedade. Para muitos negros, porém, assumir seus cabelos ao natural, sem intervenção química, tornou-se uma forma de manifestar seu sentimento de identidade, o que se liga diretamente às suas raízes africanas.





Foi desse modo que na década de 1960 o visual black power influenciou os jovens a não cortar os cabelos, aceitando, assim, suas características de origem. Com a explosão das músicas de Bob Marley na década de 1970, cabelos rastafáris também passaram a fazer parte da cultura negra que cantava a liberdade e valorizava a cultura afro.
Muitos estilos foram criados a partir de penteados que marcam as características culturais de negritude: black power, dreadlocks, tranças, canecalons, etc.


Atualmente, jovens de todas as tribos, sejam negros ou não, têm assumido os mais diferentes visuais, abrindo caminho para a diversidade no meio em que vivem."

(texto extraído do livro A COR DO PRECONCEITO, de Carmen Lúcia Campos, Sueli Carneiro e Vera Vilhena, Editora Ática - fotos: divulgação/internet)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Dá-lhe África!



(foto divulgação: Globoesporte.com)
Africanos favoritos, quenianos renovaram o favoritismo na Corrida de São Silvestre hoje à tarde!
Quem viu, impressionou-se quando James Kipsang, já campeão do ano passado, encerrou a prova, de 15 quilômetros, com o tempo de 40m44s, deixando seus adversários para trás, com folga.
Entre as mulheres, Pasalia Kopkoech chegou em 1º lugar, com o tempo de 52m32s, parecendo "passear" na pista.
Esta foi a 85ª edição da corrida que recebeu o nome por se realizar sempre no dia 31 de dezembro, dia em homenagem a Silvestre I, religioso romano e papa durante 21 anos, no século IV.  Até onde se sabe, foi Silvestre I o responsável por convencer o imperador Constantino a interromper a perseguição aos cristãos e converter-se ao catolicismo.
E já que 2010 está aí, fiquemos na espera do espetáculo da Copa do Mundo na África do Sul, torcendo para que também os afrobrasileiros façam bonito!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Mais de Januário Garcia!

Para quem curtiu o trabalho do fotógrafo Januário Garcia quando de sua visita a nossa escola, vai aqui uma dica:  Januário está em exposição no Centro de Referência da Música Carioca até 14 de janeiro de 2010.
Lá são encontradas, além de suas lindas fotos registrando as várias faces do negro no mundo, também diversas capas de discos produzidas por Januário, assim como algumas de suas publicações em livros.
O Centro de Referência da Música fica na Rua Conde de Bonfim, 824, Tijuca,
e a entrada é gratuita!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Que bacana!



Nascido com a simples missão de divulgar os trabalhos da escola para o PROJETO ÁFRICA, nosso blog trilhou outros caminhos.
Tomado por "alma própria", passou a se ocupar, também, de informações e curiosidades sobre os espaços que, aos poucos, os afrobrasileiros vêm avançando na sociedade, seja no mercado de trabalho, na mídia, no foco das conversas... Foi assim com as postagens sobre a Barbie negra, os desfiles referenciando o black power, a primeira princesa negra da Disney, as bolsas da Gucci...
Considerando o interesse dos nossos Seguidores, passamos a divulgar, ainda, os diversos eventos de promoção da cultura negra no Rio de Janeiro; uma tentativa de aproximá-los das reflexões artísticas sobre nossas raízes.
Seguimos em frente, e divulgamos grande parte dos eventos da Semana da Consciência Negra, dando ênfase aos que se passaram na nossa escola, claro, com direito a muitas fotos!
Mas, se alguém pensou que este seria o momento de diminuir o rítmo, com certeza, não conhece o nosso bloguinho!
Além de estar ocupadíssimo com os planos para o próximo ano, está concorrendo ao título de BLOG NOTA 10, categoria PROFESSOR, pela Revista África e Africanidades! O concurso, que vai selecionar os melhores blogs do Brasil, Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, terá como critério de avaliação, entre outros pontos, a análise do trabalho dos concorrentes no sentido de valorizar e divulgar os aspectos artísticos, históricos e culturais da população negra.
Beleza!
Vamos torcer por mais sucesso ao PROJETO ÁFRICA!

O resultado será divulgado em janeiro de 2010, na página da revista (http://www.africaeafricanidades.com/) e também por aqui.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Nossa Semana em imagens.

"Através de uma abordagem multidisciplinar e crítica, o que se pretende é direcionar esforços ao esvaziamento do imaginário popular que, de forma recorrente e equivocada, posiciona o negro na história apenas no papel de escravo, associando, de forma impensada, a ESCRAVIDÃO ao continente africano (...) O PROJETO pretende tornar claro o equívoco histórico, apresentando aos alunos fatos históricos até então desprezados, não trabalhados, pouco ressaltados, e que redimensionam tudo aquilo que ele aprendeu nas escolas sobre o povo africano desde pequeno (...) nossos alunos serão levados a repensar a África, refazendo seus conceitos acerca de suas origens.  (...) com argumentações que elevem sua auto-estima enquanto afro-descendentes, tornando possível o sentimento de orgulho por suas raízes (...)" (trecho extraído da Carta Proposta do Projeto África)

Por seus objetivos, nosso Projeto já nasceu lindo, não é? Mas, e no mural?



Apesar de o trabalho ser diário, em sala de aula e desde muito antes, nesta Semana da Consciência Negra precisávamos, mais do que nunca, colocar a África estampada no peito... e no coração!



O trabalho foi grande, mas valeu a pena! Olha todo mundo aí vestindo a camisa!



Recebemos felizes a visita da nossa Orientadora de Gestão de projetos, Profª Ana Maria,
que ficou muito satisfeita com o que viu!



As pirâmides, em exposição, foram confeccionadas pelos alunos do professor José Roberto, de Matemática! Quanto capricho, hein?!


Também contamos com a linda apresentação do Coral da escola que, entre outras canções, surpreendeu ao cantar um trechinho de "Canto dos Escravos", de Clementina de Jesus.
Palmas para o prof. Leonardo!




Presente no repertório do Coral, Cartola também reviveu na telona.
Sua história foi contada em CARTOLA MÚSICA PARA OS OLHOS.



O Jongo, o Samba de Roda e a Capoeira não poderiam ficar de fora. E nossa "aula" foi com o grupo Nação Azul, trazido pela professora Luciana. Beleza!




A presença marcante de Januário Garcia, nosso palestrante, não poderia ter sido melhor fechamento para a nossa semana!



Além de suas belíssimas imagens, trouxe considerações importantes sobre a Diáspora Negra.



Autor de dois belíssimos livros sobre o Movimento Negro no Brasil e a Diáspora Negra, o fotógrafo presenteou a escola e cada um dos professores presentes.
Também doou 6 exemplares para sorteio entre os alunos.

Claro que todos quiseram registrar o momento com fotos e autógrafos!





Januário Garcia também foi presenteado com uma camiseta do nosso Projeto.



O Diretor Luciano e a Coordenadora Cristina também falaram da importância do nosso Projeto.
Do quanto isso valoriza a nossa escola e os nossos alunos. Sem dúvida!




Bom, e se o trabalho foi bacana, comemorar é preciso!



Obrigada a todos que colaboraram para que tudo desse mais do que certo
 nessa semana de eventos.
Em especial, ao pessoal da cozinha (Alda e Simone) que fez aquela feijoada maravilhosa,
à Ana, nossa dedicada secretária
e também ao Alexandre, braço forte de todas as horas!



Sem esquecer do Augusto (abaixo, à direita) que registrou todos estes nossos momentos especiais!



Parabéns pra nós!

Agora é continuar o trabalho, sempre atentos aos objetivos!